A imagem mostra milhares de pessoas em protesto na Praça da Paz Celestial
Por Gustavo Seferian
Depois de dezenas de dias de manifestações populares massivas na Praça Tian’anmen, em Pequim, inicia-se a repressão do movimento, que resultará em milhares de mortes.
As demandas das e dos manifestantes eram várias e reclamavam, fundamentalmente, liberdades civis e políticas, a lembrar-nos, permanentemente, que não há socialismo sem liberdade e a liberdade plena só se fará pelo socialismo.
A imagem mostra foto de Isaac Puente Amestoy, em trajes formais
Por Gustavo Seferian
Pensador do anarco-comunismo, militante revolucionário na guerra civil espanhola, articulador da CNT, foi médico responsável por cuidar de muitos combatentes do nosso lado da barricada, isso para além de ter formulado sobre paradigmas de uma boa saúde em um mundo virá, a ser feito por nós.
Morreu, como muitos e muitas, assassinado pelas tropas franquistas ainda em 1936.
A imagem mostra escultura memorial de Carlota, Eduardo e Gangá Manuel, líderes da rebelião do engenho Triunvirato, em Matanzas, Cuba, localizada nas ruínas da fábrica de açúcar
Por Gustavo Seferian
Uma onda rebelde tomou os engenhos de açúcar cubanos em 1843.
Liderados por Carlota, negra escravizada e rebelde, e, como nos chegam os relatos, comunicando-se por tambores, dezenas de engenhos foram objeto de sublevações contra o jugo escravista.
Carlota foi morta e esquartejada em março de 1844, tombando em luta junto às pessoas escravizadas que trabalhavam no engenho San Rafael.
Mesmo livre há tempos, seguiu lutando até o último momento de sua vida, para por fim ao jugo da escravidão.
(A imagem mostra representação do rosto de Agustin Sumuroy)
Por Gustavo Seferian
Há 371 anos, desde Palapag, irrompe uma das grandes rebeliões do povo filipino contra a colonização espanhola. Sua principal razão de embate era a extinção do “polo y servicio”, regime de trabalho servil instituído pelos colonizadores.
Liderada por Agustin Sumuroy, insurgente da etnia waray, chegou a estabelecer novamente o poder autodeterminado das populações originárias.
Exatamente um ano depois do início da rebelião, Sumuroy – que passa a dar nome à rebelião, hoje conhecida como Revolta Sumuroy – é capturado e assassinado pelos espanhóis, vindo o movimento a ser derrotado em sua completude pouco depois.
A imagem mostra dezenas de trabalhadores senegalenses reunidos em manifestação, em maio de 1968
Por Gustavo Seferian
Muito embora o mês de maio de 1968 nos remeta quase que diretamente à experiência de lutas francesa – ou quando muito alemã -, experimentada desde fábricas e universidades,não podemos deixar de ter em conta que se trata esta de uma percepção com fortes marcas eurocêntricas, sendo certo que o ano de 1968 marcou o processo de lutas de classes em escala global, com precedentes apenas nos eventos ocorridos 120 anos antes daqueles.
Checoslováquia, México e Brasil são exemplos disso, e de mesmo modo o continente africano não passou ao largo destas convulsões.
Em um mês extremamente conturbado, tomado por mobilizações estudantis, Daccar, no Senegal, também foi palco de profundas lutas e enfrentamentos por um mundo novo. Em 31 de maio, no desembocar desse mês, uma grande greve geral irrompeu na cidade, ensejando grande escala de repressão, prisão de líderes sindicais e conflitos nas ruas da cidade.
A imagem mostra ilustração de Joana d’Arc em combate, junto com outros soldados, empunhando bandeira vermelha
Por Gustavo Seferian
Acusada de heresia, Joana D’Arc foi executada na fogueira em 30 de maio de 1431.
Mesmo com a captura ante a canonização católica, o espírito de inquietude, insurgência e questionamento da ordem da “cansada de guerra” – como quis chamar Bensaïd – ainda nos move e inspira.
A foto mostra manifestação em que homens e mulheres marcham com uma bandeira argentina e feixa do sindicato dos trabalhadores na luz e força
Por Gustavo Seferian
Dias após o levante realizado em Rosario, o povo de Cordoba se levanta contra a ditadura de Juan Carlos Ongania. De forte marca sindical, tendo durado dois dias, o Cordobazo é considerado a mais importante pueblada argentina, movimento que questionou o poder instituído no país entre 1969 e 1972.
A foto mostra um cartão postal com foto antiga, retratando o Mur des Fédérés repleto de coroas de flores, onde se nota a famosa placa afixada em 24 de maio de 1908 com os dizeres “Aux morts de la Commune – 21-28 mai 1871” (Aos mortos da Comuna – 21-28 de maio de 1871)
Por Gustavo Seferian
Um dos profundos marcos da derrota da experiência revolucionária communard, a execução de 147 lutadores e lutadoras em um dos muros do cemitério Père-Lachaise, para logo depois serem enterrados em uma vala comum, marca hoje 149 anos.
Hoje chamado de Mur des Fédérés, é um monumento histórico do povo francês, local de peregrinação, memória e enfrentamento das e dos socialistas de nosso tempo.
Revolucionário francês, condutor da Conjuração dos Iguais, precursor do comunismo, defensor do trato comum dos bens, foi preso diversas vezes e, por fim, executado há exatos 223 anos por sua radicalidade combativa.
Representação artística das grevistas, exposta no Slatter Mill (hoje um museu) , de autoria de Kristina L. Brown
Por Gustavo Seferian
Em 26 de maio de 1824, após receberem um anúncio de corte de salários e aumento de jornadas, as trabalhadoras tecelãs da Slatter Mill (primeira indústria têxtil estadunidense) cruzam seus braços e mobilizam outras categorias de trabalhadores e trabalhadoras da cidade, que também se solidarizam com a luta.
A greve foi de ocupação. 102 trabalhadoras bloquearam a entrada da fábrica. Os patrões tiveram que ceder, passaram a negociar e recuaram quanto as alterações propostas.
A primeira – e vitoriosa! – greve das Américas, de radical raiz feminina, merece hoje nosso brinde!