14 de junho de 1928 – Nasce Ernesto Guevara

A imagem mostra Che Guevara, com sua sempre presente boina, fazendo um pronunciamento na Radio Rebelde

Por Gustavo Seferian

Parafraseando Milanés, o que dizer de Che, se é ele o poeta?

Médico argentino e cubano, revolucionário e amigo do povo oprimido, segue sendo guia de todos os espíritos inquietos de ontem e hoje, e por certo dos que virão.

Um viva a essa linda e fulgurante vida!

13 de junho de 1381 – Liderados por Wat Tyler, camponeses em revolta queimam o Palácio Savoy

A imagem mostra o quadro “Os camponeses (Wat Tyler) queimam o Palácio Savoy”, de Alfred Garth Jones. A representação mostra o castelo queimado e uma batalha ocorrendo em primeiro plano.

Por Gustavo Seferian

No bojo de uma das mais relevantes rebeliões camponesas do medievo europeu, trabalhadoras e trabalhadores liderados por Wat Tyler, indignados com a instituição de novo imposto, incendiam o Palácio Savoy.

Não só os aristocratas que nele estavam foram queimados, como também foram todas as joias encontradas no lugar marteladas e destruídas. Conta a história, confirmando o caráter popular da rebelião, que um dos rebeldes foi assassinado pelos insurretos por tentar sair do palácio com um cálice de prata.

Muito embora a rebelião tenha sido infrutífera, e Tyler assassinado dias depois deste evento, foi um importante marco para o fim da servidão feudal.

12 de junho de 2014 – Inicia-se a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, sob forte marca da repressão

A imagem mostra um cordão policial contendo a passagem do ato marcado para 12 de junho de 2014

Por Gustavo Seferian

Nada de novo sob o sol do capital.

Repetindo os motes repressivos que marcaram as mobilizações de trabalhadores e trabalhadoras na Copa do Mundo da África do Sul, quatro anos antes, e dos movimentos que solavancaram o país no ano anterior, aos ventos da Copa das Confederações, a Copa do Mundo de 2014 começa no Brasil sob o mesmo signo.

Depois de marchas imensas, com forte presença do MTST e outros movimentos sociais e sindicais, até o Itaquerão, estávamos com tudo programado para que no dia 12 de junho, data do início da Copa no Brasil – aquela das leis de exceção, da entrega da soberania, das remoções forçadas, do assassinato de periféricos e do futebol, entre outras marcas -, partir com novo ato desde a sede do Sindicato dos Metroviários de São paulo, que fica no Tatuapé, até o novo estádio do Corinthians.

O ato simplesmente não pode sair. Ficou cercado em sua concentração, com policiais fechando os quarteirões em que nos portávamos para a marcha. O dia já tinha começado péssimo para os metroviários em greve, reprimidos em seu local de trabalho. E se desfecha tanto pior: para além de não deixar o ato partir, a repressão foi imensa, e tivemos que nos refugiar na quadra da sede da entidade sindical. Uma trégua foi negociada, apenas para que quem não quisesse se sujeitar à repressão, pudesse se retirar. Sem bandeiras em riste. Um ensaio para os dias de aprofundamento do défice democrático que seguimos experimentando.

11 de junho de 1963 – Negras e negros estadunidenses arrancam o Civil Rights Act

A foto mostra um rapaz negro com uma placa escrita “Give us american rights” (“Dê-nos direitos de americanos”) confrontado por um risonho rapa branco com uma placa escrita “Go home negro” (“Vá para casa, negro”)

Por Gustavo Seferian

Expondo a cara branca de uma nação envergonhada, J.F. Kennedy declara ao povo estadunidense a aprovação do Civil Rights Act, que põe fim às leis de segregação nos Estados Unidos.

Fruto de imensas lutas, em que muitos lutadores e lutadoras tombarams, foi passo importante para uma luta maior que ainda está por vir: a libertação plena de negras e negros, e de toda humanidade, do jugo desta ordem podre.

10 de junho de 1971– Halconazo

Em movimento contra projetos de lei que visavam promover contrarreformas no ensino e na autonomia de instituições de ensino, organizam entidades dos mais diversos níveis educacionais um ato na Cidade do México no curso do feriado de Corpus Christi.
A mando do Estado mexicano e como parte de sua guerra suja, um grupo paramilitar chamado “Los Halcones” intercede na mobilização e assassina mais de 120 estudantes, entre 14 e 22 anos, isso apenas três anos depois do ainda mais sangrento Massacre de Tlatelolco.

9 de junho de 2019 – Com mais de um milhão de pessoas nas ruas, o povo de Hong Kong se coloca contra a lei de extradição

A foto mostra as ruas de Hong Kong repletas de pessoas em ato público contra a lei de extradição

Por Gustavo Seferian

Repletas de impressionismos, avaliações espetacularizadas, contaminação por fake news e pouquíssimas informações, as leituras sobre as mobilizações populares de Hong Kong entre 2019 e 2020 foram invariavelmente reduzidas pela esquerda a um levante pró-yankee.
Este fato é inverídico.
De caráter popular e voltado à atenção de genuínos interesses das e dos trabalhadores do país, irrompeu na luta contra um projeto de lei que facilitava extradições. Seu ápice se deu em 9 de junho de 2019, em que mais de um milhão de pessoas foram às ruas, seguindo em fervor nos meses subsequentes.
Para mais informações, vide de Wilfred Chan, “Hong Kong’s Fight for Life” e e do Bureau da IV Internacional “The International Left Must come to the aid of the Hong Kong people”.

8 de junho de 1929 – Assassinato de Gonzalo Bravo Pérez

A imagem mostra Gonzalo Bravo Pérez com trajes formais

Por Gustavo Seferian

Em luta pela responsabilização dos agentes condutores do Massacre das Bananeiras – incidente em que mais de 1800 trabalhadores e trabalhadoras da United Fruit Co. foram assassinados na Colômbia após realizarem uma grande greve -, Gonzalo Bravo Pérez, jovem estudante de Direito da Universidad Nacional, foi abatido a tiros pelas forças policiais que reprimiam o ato.

Tem hoje a data da sua morte comemorada em sua terra natal como o Dia do Estudante.

6 de junho de 1832 – Finda derrotada a Rebelião de Junho

A imagem mostra gravura retratando cena de tropas da cavalaria sendo atacadas por insurretos lotados nos prédios da Rue Saint Antoine, em Paris, que atiram objetos diversos nos militares na rua

Por Gustavo Seferian

Eternizada por Victor Hugo em Les Misérables, a rebelião de junho de 1832 trouxe consigo reclamos de liberdade, ideais republicanos e reivindicações anti-monárquicas às ruas de Paris. Teve por gatilho a morte do militar e homem político Jean Maximillien Lamarque, feroz combatente da moribunda aristocracia.

As barricadas, que começam a se erigir no dia 5, não sustam por muito tempo, tombando ante a repressão estatal no dia 6 de junho de 1832.

5 de junho de 2009 – Massacre de Bagua

A imagem mostra policiais atirando em manifestantes em uma estrada

Por Gustavo Seferian

Por 65 dias seguidos, lutadores e lutadoras indígenas do Peru – sobretudo articulados na Asociación Interétnica de Desarrollo de la Selva Peruana – colocam-se em ofensiva contra projetos de mineração e extração petrolífera que pretendiam ser implementados em seus territórios.

Visando implementar à força tais projetos extrativistas, Alan Garcia ordena a repressão do movimento, inciando-se em Bagua um dos mais sangrentos massacres experimentados na América Latina no último período. A resistência foi ainda mais aguerrida, na busca da garantia de seus meios de vida. Foram ao menos 10 indígenas mortos, 150 feridos, outras dezenas de detidos, e 23 baixas das forças de repressão.

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora