25 de maio de 1809 – Revolução de Chuquisaca

A imagem mostra pintura realizada em mural, retratando batalha da Revolução de Maio e a figura de Jaime de Zudáñez – um de seus líderes – ao fundo

Por Gustavo Seferian

Conhecida como o “Primeiro Grito Libertário da América”, fez irromper no coração do Alto Peru – atual Bolívia – a onda de lutas do povo sul-americano pela libertação do jugo colonial.

24 de maio de 1941 – Nascimento de Bob Dylan

A foto mostra Bob Dylan, no clipe de sua canção “Subterranean homesick blues” segurando uma placa escrito “Look out!”

Por Gustavo Seferian

Quando me defronto com as Teses sobre Feuerbach, em especial a III, em que Marx trata que o educador tem de ser ele mesmo educado, lembro da relação que Bob Dylan tinha com Woody Guthrie, lutador e músico antifascista.

Menestrel da revolta, da indignação e do amor, Nobel da Literatura e autor de hinos da luta contra as guerras imperialistas e por direitos civis, Robert Allen Zimmerman completa hoje 79 anos.

Parabéns, Bob, seu insuportável apaixonante!

23 de maio de 1863 – Fundada a Associação Geral dos Trabalhadores Alemães

Foto mostra Ferdinand Lassalle, principal mentor intelectual da Associação Geral dos Trabalhadores Alemães

Por Gustavo Seferian

Organização de matriz lassalleana, foi uma das bases formadoras do Partido Socialista Operário Alemão, que viria a resultar no SPD.

Diferenças de lado, muitas das quais colocadas inclusive na Crítica do Programa de Gotha de Marx – em que o Mouro tratará dos saldos programáticos da organização pós-fusão fundadora –, toda iniciativa de articulação dos trabalhadores e trabalhadoras contra a opressão deve ser brindada!

22 de maio de 1959 – Revolta das Barcas

A foto mostra o prédio da Estação das Barcas de Niterói incendiada pelos manifestantes

Por Gustavo Seferian

Na mesma Niterói da fundação do Partido Comunista Brasileiro, um dia após à deflagração da greve dos trabalhadores e trabalhadoras das barcas que faziam o transporte pela Baia da Guanabara entre a cidade e o Rio de Janeiro, irrompeu uma grande revolta popular.

Reduzida a frota e o serviço de transporte, a população se avolumava na espera do próximo embarque. O empurra-empurra foi intensificado por agentes da repressão, que não só espancaram como atiraram para conter a população, que se voltou com fúria contra a repressão posta pelos agentes armados e contra a situação de tremendo constrangimento posto pela necessidade de transporte não atendido.

Os revoltosos e revoltosas, após incendiarem a Estação das Barcas de Niterói, partiram da Praça Martim Afonso até o palacete da família Carretero, dona das barcas. Foi também a residência incendiada, isso para além de ter seus bens de luxo destruídos, bebidas caras tomadas a largos goles, seu lugar de poder questionado.

O caráter popular e classista a insurreição é marcante, e não se deixa escapar da frase inscrita na parede da casa dos Carretero: “Aqui jazem as fortunas do Grupo Carreteiro, acumuladas com o sacrifício do povo”.

21 de maio de 1969 –Início do Rosariazo




A foto mostra uma jovem carregando materiais para a construção de uma barricada nas ruas da cidade argentina de Rosário, em meio a outros manifestantes

Em um mês de profundas convulsões populares – marcadas por greves e movimentos auto-organizados de trabalhadores e trabalhadoras contra seus sindicatos pelegos -, Rosário, maior cidade da província de Santa Fé, Argentina, tem suas ruas tomadas por estudantes, trabalhadores e trabalhadoras em manifestação contra o regime ditatorial militar de Juan Carlos Onganía, buscando por democracia e melhores condições de vida.

Ainda que duramente reprimida, a mobilização se incorporou no ideário e nos saldos políticos do povo latino, argentino e sobretudo de Rosário, que meses depois, em setembro, experimentou novo e ainda mais intenso levante, agora com marcada proeminência sindical.

18 de maio de 1980 – Revolta de Gwangju

Por Gustavo Seferian

Tem início na cidade sul-coreana de Gwangju um movimento popular contra o governo ditatorial de Chun Doo-hwan. O movimento, iniciado por estudantes, tinha nítido caráter de ampliação do espectro democrático nacional, então deveras atrofiado, e rapidamente assumiu um caráter insurrecional sem precedentes no país. Quartéis do exército e batalhões da polícia foram invadidos e seus armamentos roubados pelos insurretos, que em armas desafiaram o poder instituído.

O movimento foi duramente reprimido pelo exército sul-coreano, sendo 165 o saldo oficial de mortos pela repressão.

17 de maio de 2008 – Perdemos Zélia Gattai

Por Gustavo Seferian

No Dia Internacional de luta contra a Homofobia de 2008, perdemos Zélia Gattai.

Escritora brilhante, fotógrafa, militante aguerrida, teve sua vida e obra eclipsada pelo trajeto de seu companheiro, o não menos brilhante escritor e militante Jorge Amado.

Em certa passagem, quando estive na casa de Jorge Amado – que também foi de Gattai! – em Salvador, ao olhar exemplares de primeiras edições de obras dos dois, comentei que “Anarquistas, graças a Deus” era maravilhoso, e tinha marcado minha vida e juventude. Escutei de um visitante, que ouvira o comentário, que aquela obra na verdade era de Jorge Amado e que Gattai apenas teria assumido a autoria.

Bom, o comentário absurdo cairia melhor em meus ouvidos se o livro fosse “Stalinistas, graças a Deus”, mas não era o caso. Fora simples expressão desse mal estrutural que nos acossa, a todos, e que devemos lutar diariamente para extirpar. Para que nenhuma mulher seja tomada desde a sombra de homens, por detrás de seus ombros.

Pela memória – autônoma e social – de Zélia Gattai fica nosso brinde de hoje!

16 de maio de 2001 – O povo de Salvador se coloca nas ruas contra ACM e é duramente reprimido

Por Gustavo Seferian

Em marcha, mais de 8 mil pessoas foram violentamente dispersadas pela Polícia Militar da Bahia na cidade de Salvador. O ato, que fora convocado por diversas entidades políticas, visava repudiar os atos praticados por Antonio Carlos Magalhães na manipulação do painel do Senado Federal. Foi um importante demarcador de forças contra o político que tinha, aparentemente, um poderio inabalável e que viu dali em diante seu império estremecer.

Os atos de repressão foram imensos, comovendo a opinião pública. Um novo ato foi convocado para o dia subsequente, trazendo três vezes mais pessoas às ruas soteropolitanas, não se tendo registro de ofensiva repressiva.

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