5 de maio de 2010 – Inflamam-se as lutas contra a austeridade na Grécia

Por Gustavo Seferian

Com um chamado de greve geral, o povo da Grécia se coloca em luta contra as medidas de austeridade que se pretendiam colocar no país. Cinco pessoas morrem nessa data, que marcará a retomada da ofensiva dos trabalhadores no bojo da crise grega – muito embora acompanhada por uma também crescente, ainda que mais tímida, da extrema direita –, que será futuramente capturada e traída pelo Syriza.

4 de maio de 1886 – Revolta de Haymarket

Por Gustavo Seferian

Em uma manifestação pelo estabelecimento da jornada normal de 8 horas, uma bomba explode. Diversas pessoas morrem e são feridas pela explosão do artefato,e outras tantas em decorrência dos conflitos dela resultante.

Foi este ato que levou à condenação e assassinato dos mártires de Chicago, justificadores do estabelecimento pela II Internacional do Dia Internacional do Trabalhador no 1o de Maio.

3 de maio de 1937 – Começam as Jornadas de Maio em Barcelona, marco decisivo da contrarrevolução espanhola

Por Gustavo Seferian

Barcelona foi um dos epicentros do processo revolucionário espanhol, que tomou o país no curso da década de 1930.

Em 3 de maio de 1937, as forças republicanas de alinhamento soviético, ligadas ao Partido Comunista Espanhol, intentam tomar da militância anarquista da CNT a central telefônica catalã. Deste evento derivam combates diversos, que tomam as ruas da cidade, e que colocam de um lado as militâncias revolucionárias da CNT e do POUM, e de outro, a contrarrevolução a mando stalinista.

Em 8 de maio do mesmo ano, o processo se encerra, com a tomada completa de Barcelona pelas forças republicanas e o esmagamento da resistência revolucionária.

2 de maio de 1968 – Irrompe o Maio francês

Por Gustavo Seferian

Em Nanterre, questionando a divisão de quartos estudantis entre homens e mulheres, estudantes se colocam em protesto. rapidamente, o processo assume qualidades insurrecionais, colocando em xeque a política institucional francesa, deixando de ser um movimento exclusivamente estudantil para tomar amplamente as ruas, por operários e outros setores da sociedade francesa.

Os muros e os carros franceses nunca mais seriam os mesmos.

1o de maio de 1912 – No dia do trabalhador e da trabalhadora, nasceu Azis Simão

Por Gustavo Seferian

O dia 1o de Maio tem mais um motivo a ser comemorado, para além da memória operária, do levante de Chicago, das greves históricas: o aniversário de Azis Simão.

Ele não foi um intelectual ordinário, como esses que encontramos aos montes nas universidades brasileiras, atolados no conhecimento livresco e na burocracia sem fim.

Pude perceber isso já no primeiro contato que tive com sua obra, a monumental tese de livre-docência “Sindicato e Estado”, que depois virou livro. E virou minha vida.

Filho de imigrantes libaneses, hemofílico e deficiente visual (por conta de um acidente), deixou sozinho a vida interiorana para trabalhar em São Paulo. Primeiro com café, mas foi no jornalismo que se encontrou. E também encontrou o pujante movimento sindical dos gráficos, que lhe proporcionou envolvimento com figuras políticas importantes de seu tempo, de espectros diversos, como Edgard Leuenroth e Livio Xavier, isso para além da intelectualidade modernista de São Paulo.

Para iniciar sua militância foi um passo: envolvido com o socialismo democrático, articulou-se contra o fascismo – tendo participado da Revoada das Galinhas Verdes –, promoveu a educação popular, fundou o primeiro Partido Socialista Brasileiro.

Sempre simpatizou e foi objeto de simpatia dos trotskistas.

Estudou farmácia até a criação da FFLCH, em que passou a estudar, estimulado por Antônio Cândido. De estudante da primeira escola francesa passou a docente. Chegou a titular, a emérito. Sem nunca ter deixado a preocupação com as classes trabalhadoras em suas pesquisas sociológicas de peso.

Longe de Maia, Alcolumbre, FHC e outros instrumentadores da morte pela corrosão de Direitos Sociais e pelo favorecimento das classes proprietárias, brindemos o nosso dia, e o dia de Azis Simão, um dos nossos!

30 de abril de 1977 – As Madres de La Plaza de Mayo fazem sua primeira marcha

Por Gustavo Seferian

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Reunidas na frente da Casa Rosada, palácio presidencial argentino, mães de vítimas políticas – assassinadxs ou desaparecidxs – do regime ditatorial de Videla marcham pela primeira vez para pedir que seus filhos e filhas sejam entregues com vida.

O ato, que seguiu sendo realizado todas as quintas-feiras, às 15h30, gerou indisposição do governo. Parte das Madres de La Plaza de Mayo, como ficaram conhecidas, foram sequestradas e assassinadas pelo regime.

Seguiram lutando, porém.

Seu exemplo de perseverança e combatividade, seu gesto solene simbolizado pelo panuelo branco, invariavelmente bordado, que envolve suas cabeças e a realização religiosa e incansável das marchas são pulsantes forças que mostram a potência da luta coletiva, da ação insurrecional das mulheres e a do indispensável recado que jamais esqueceremos de nossxs mortxs.

Nos banhamos com essa força insurgente e pulsante no início de fevereiro, como o relato de Carla nos mostra.

Viva as madres e abuelas da Plaza de Mayo!

29 de abril de 1992 – Rebelião do povo oprimido de Los Angeles

Por Gustavo Seferian

Em 29 de abril de 1992, Los Angeles começa a pegar fogo. O motivo: a absolvição, por um júri majoritariamente composto por homens brancos, dos agentes policiais responsáveis pelo espancamento do taxista negro Rodney King, perseguido um ano antes.

A ação policial fora filmada, e a injustiça – e como esperar algo distinto do aparelho de Estado burguês? – trouxe indignação imensa ao conjunto da população pobre, invariavelmente racializada – de negros e latinos –, que vivia nos subúrbios da cidade o achaque constante da polícia.

Nos dias que se seguiram, a Guarda Nacional estadunidense foi acionada. Por consequência dos conflitos, 58 pessoas morreram na rebelião, quase três mil foram feridas e os danos causados por incêndios, saques e outros atos de depredação causaram prejuízos à época contabilizados em 1 bilhão de dólares estadunidenses.

No ano seguinte, dois agentes policiais foram responsabilizados pelo espancamento. Por conta dos danos sofrigos, King recebeu uma indenização de mais de três milhões de dólares estadunidenses.

Los Angeles segue um barril de pólvora.

28 de abril de 1945 – Benito Mussolini é assassinado

Por Gustavo Seferian

Não se trata de saudar a morte. Mas sim o trunfo de um processo que colocou abaixo a mais aguda expressão da barbárie, e que não poderia irromper efetiva e simbolicamente sem violência!

Viva a Resistência! Viva a Libertação! Viva os e as partigiani! Viva o antifascismo!

27 de abril de 1972 – Morte de Kwame Nkrumah, artífice da libertação de Gana

Por Gustavo Seferian

Primeiro-Ministro e posteriormente presidente de Gana, se considerava socialista e marxista, teve fortes influências trotskista em sua formação – sobretudo de C.L.R.James, Raya Dunayevskaya e Grace Lee Boggs.

Foi um dos principais mentores intelectuais e políticos da libertação de Gana.


Deposto por um golpe orquestrado desde a agência imperialista britânica – a lembrar que nenhum abraço ou dança deve ser concedida aos nossos algozes – , isso enquanto estava em uma viagem à Coréia do Norte, morreu no exílio em decorrência de um câncer de pele.

26 de abril de 1933 – Nascimento de Filiberto OJeda Ríos, fundador e líder dos Macheteros

Por Gustavo Seferian

De origem humildade, dotado de grande inteligência e talento – tendo sido inclusive músico profissional -, Filiberto Ojeda Ríos foi um dos principais lutadores pela libertação de Porto Rico do jugo imperialista estadunidense. Fundador do Ejercito Popular Borícua, conhecido como Macheteros, chegou a ser um dos homens mais procurados da CIA, até ser assassinado pela agência do império.

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